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LAÇOS DE FAMIGLIA

Posted in Uncategorized on setembro 25, 2011 by AUFLA

O rubro-negro que, nos últimos dias, teve estômago para ler o noticiário flamengo deparou-se com mais uma comprovação da sem-cerimônia com que delinqüentes conhecidos pretendem mandar e desmandar no clube: a agressão do desqualificado Peruano a outro conselheiro do clube. Isso poucos dias depois de o inefável “capitão” Léo tornar a expor a carantonha e — sem que ocorresse a nenhum cartola graduado desautorizá-lo — voltar a bostejar sandices contra o ZICO.

A quem continuar surpreendendo-se com a influência dessa canalha no Flamengo de hoje, uma pequena historinha: Peruano e outros tantos “chefes de torcida” (entre eles o indefectível “capitão” Léo) foram presenteados com títulos de sócio-proprietário pelo sr. Edmundo dos Santos Silva, e como tais tornaram-se aptos a integrar o Conselho Deliberativo. Aquela gestão, todos se lembram, terminou com a destituição do Presidente, que contava entre seus aliados com o tricolor e hoje primeiro-damo Fernando Sihman (Vice-Presidente de Esportes Olímpicos) e com a hoje presidenta Patrícia Amorim (diretora remunerada de esportes olímpicos).

Retribuindo o favor, o “capitão” Léo, que hoje posa de homem probo, foi instrumental na aprovação das contas da gestão criminosa de Edmundo. No mesmo episódio, outro membro da quadrilha, um tal Onça, achou-se no direito de agredir fisicamente a nossa Isabel, do vôlei, que exercia seu direito estatutário de questionar um Conselho Fiscal que sancionava a roubalheira. Agradecido, Edmundo dos Santos Silva arrumou para o “capitão” Léo um carguinho remunerado na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, então sob a presidência do ilibado sr. Eduardo Vianna, o “Caixa d’Água”.

Com o tempo, nem a truculência de Leonardos, Onças e Peruanos foi capaz de abafar a indignação de sócios e torcedores, e Edmundo dos Santos Silva terminou destituído e algemado. E, como convinha a todos os que estiveram associados a Edmundo, uma vez destituído o presidente, passou-se uma borracha no passado e todo o mundo pôde posar de santo. Até mesmo o “capitão” Léo, que continuou abrilhantando, com seu notório saber e reputação ilibada, o “egrégio” Conselho Fiscal.

De modo que vai longe, no tempo, a associação quase de famiglia entre Patrícia Amorim e os “chefes de torcida” que hoje mandam e desmandam no clube. O mesmo “capitão” Léo, durante um bom tempo, oficiou de aspone e assessor parlamentar de Patrícia Amorim, na Câmara de Vereadores do Rio, por onde ela passou sem a consideração de deixar-nos uma única idéia original ou um único projeto meritório.

Essa afinidade de quem nasceu, para a política rubro-negra, com Edmundo dos Santos Silva tornou-se aliança com a eleição de Patrícia Amorim, em 2009. Solidamente instalados em seus espaços de poder, os “chefes de torcida” tornaram-se garantes da governabilidade do Flamengo. (A quem duvida, sugerimos investigar há quanto tempo não acontecem aquelas conversas cordiais entre torcidas organizadas e jogadores, a despeito do papel pífio desempenhado pelo Flamengo nos Brasileiros de 2010 e 2011.) Em retribuição, ganharam benesses infinitas (ingressos, camisas, o escambau) para seu enriquecimento pessoal, e dormem tranqüilos com a certeza do apoio incondicional de Patrícia Amorim, a cada vez que são questionados. Como se deu, aliás, no episódio da fritura do ZICO.

Esse o pano de fundo que explica as cenas de banditismo que mancharam ainda mais a reputação do Flamengo por esses dias. É por contar com a bênção da presidenta que Capitães e Peruanos agem como agem, e circulam onipotentes pelos corredores do clube, a distribuir porradas em qualquer associado ou torcedor que ouse questionar a insanidade de dar tamanho poder a gente com prontuário tão vasto.

Diante de tamanho descalabro, a srª. Patrícia Amorim finalmente deu as caras para desconversar sobre os questionamentos legítimos às alianças espúrias que a sustentam. Curiosamente, diante das críticas a dirigentes que, com ela, dirigem o Flamengo de hoje, a escorregadia Patrícia tirou o corpo fora como costuma fazer tão bem — “o Wrobel nem era da minha chapa; o Michel Levy não é ligado a ninguém; Hélio Ferraz foi o presidente depois do Edmundo; o Henrique Brandão é muito mais ligado ao Veloso; o Capitão Léo foi eleito para o Conselho Fiscal durante o mandato do Márcio Braga” —, e não se permitiu uma única palavra de defesa ou de censura a seus aliados.

Se a srª. Patrícia Amorim acha, então, perfeitamente normal que essas pessoas ocupem os postos que ocupem, e se quer fazer-nos crer que estão onde estão por algum fenômeno da natureza, e não por alianças que ela própria costurou, ousamos lançar um par de perguntas à presidenta do clube: Se o “capitão” Léo não é seu aliado, por que motivo foi assessor da vereadora Patrícia Amorim na Câmara de Vereadores? Se Peruano e Leonardo Ribeiro não são ligados a ela (“ligado em que sentido”, pergunta, fingindo indignação), é ou não é verdade que, junto com ela e o sr. Fernando Sihman, entraram para a política rubro-negra pelas mãos de Edmundo dos Santos Silva?

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VENDE-SE TAÇA DE BOLINHAS. PREÇO: R$ 40 MIL.

Posted in Uncategorized on fevereiro 15, 2011 by AUFLA

Sejamos justos com Patrícia Amorim: ela não foi a única a cagar um tronco para o reconhecimento da Copa União e a conseqüente entrega da Taça de Bolinhas a seu legítimo proprietário, o Clube de Regatas do Flamengo. Seu descaso foi apenas o último episódio de uma longa sucessão de omissões, que começaram logo depois que o ZICO ergueu a Copa União, e que agora produzem esse triste desfecho.

Nessa seqüência de equívocos e descasos, merece menção especial o ex-presidente Kléber Leite. De todos, foi ele o único que teve ao alcance a possibilidade de torcer o braço do usurpador, o Sport Club Recife, e forçá-lo a, de duas,  uma: ou abandonar por completo a pretensão de ser reconhecido campeão de 1987, ou pelo menos dividir o título com o Flamengo. Foi em 1997, quando o Sport pleiteou entrar no Clube dos Treze, e o Flamengo abriu mão da prerrogativa de vetar o ingresso dos pernambucanos enquanto não se resolvesse a pendência definitivamente — definitivamente, e não com uma assinatura inconseqüente num documento ambíguo.

Que motivos teve o sr. Kléber Leite para assumir postura tão frouxa nos escapa por completo. Talvez uma análise judiciosa dos contratos de publicidade estática firmados pelo Sport, depois de ingressar no Clube dos Treze, jogue alguma luz sobre a questão. Até lá, o que há são especulações.

Mas, juntamente com Kléber Leite, Patrícia Amorim também merece menção especial. Se não pôde torcer o braço do Sport, teve ao alcance das mãos a possibilidade de a CBF, numa canetada, reconhecer o título do Flamengo e entregar-nos a taça. A história toda está relatada em nosso último post, e não há razão para repetir os detalhes. Agora, no entanto, que o troféu foi finalmente entregue ao São Paulo, ousamos fazer duas perguntas:

(1) A decisão da CBF de entregar a taça ao São Paulo era conhecida há quase um ano. Por que motivo o Departamento Jurídico do Flamengo deixou para ajuizar ação cautelar, pedindo fosse impedida a entrega da taça, apenas na véspera do ato de entrega? Não lhe ocorreu que não haveria tempo hábil para notificar a CBF, a Caixa Econômica e o São Paulo do teor da decisão? Ou foi apenas mais uma jogada para a torcida, das muitas que fez dona Patrícia Amorim, para fingir que estava fazendo alguma coisa pelo reconhecimento do título?

(2) O “egrégio” Conselho Fiscal fala agora em cassar o título de benemérito do gangster Ricardo Teixeira. Por que motivo não aproveita para também investigar os rumores de que Patrícia Amorim recebe R$ 40 mil mensais para ocupar a vice-presidência do Clube dos Treze? Que tal intimá-la a explicar como e por que o fato de ela ser remunerada pelo Clube dos Treze não é incompatível com a defesa dos interesses do Flamengo junto ao mesmo Clube dos Treze? Por que não a convida a esclarecer se essa contrapartida financeira a influenciou a votar como votou, na eleição do Fábio Koff, contra os melhores interesses do Flamengo?  Por que não delibera sobre se esse comportamento da presidente não será passível de punição nos termos do art. 25, IV, c/c arts. 29, caput, e 35, II, do Estatuto do Clube?

MAIS UMA CAGADA DE PATRÍCIA AMORIM: SÓ A COPA UNIÃO NÃO FOI OFICIALIZADA

Posted in Uncategorized on dezembro 22, 2010 by AUFLA

Em meio à farra de reconhecimento de títulos promovida pela CBF, só um clube se fodeu: o Flamengo de Patrícia Amorim. Enquanto até o Bahia consegue ver reconhecido como campeonato brasileiro o longínquo troféu da Taça Brasil de 1959, enquanto Santos e Palmeiras passam a posar de octacampeões brasileiros e até o Fluminense, que até há uns dois meses nem se lembrava do Robertão de 1970, viu reconhecido da noite para o dia o tricampeonato que só agora passou a reivindicar — enquanto todo o mundo recebe do sr. Ricardo Teixeira todos os presentinhos que pediu em sua cartinha de Natal, só o Flamengo de Patrícia Amorim foi incapaz de ver reconhecido o Campeonato Brasileiro de 1987.

A CBF divulgará hoje o mesmo parecer mambembe que vazou no primeiro semestre, explicando em três mal traçadas páginas por que é juridicamente impossível o reconhecimento da Copa União, e a conseqüente entrega da Taça de Bolinhas ao Flamengo. Conversa para boi dormir, claro. Qualquer um minimamente perspicaz sabe que a oportunidade não só existia como estava arreganhada para o Flamengo, desde a conquista do Hexa e as seguidas juras de amor que Ricardo Teixeira fez ao clube, logo a seguir.

O capo da CBF deu todos os sinais de que esperava ter no Flamengo o parceiro privilegiado na gestão do futebol brasileiro, daqui até a Copa de 2014. Fez-nos todos os acenos simbólicos (o possível reconhecimento da Copa União e a entrega da Taça de Bolinhas) e concretos. Entre os últimos, foi de uma eloqüência ímpar ao abençoar a candidatura do sr. Kléber Leite à presidência do Clube dos Treze, e ao cortejar o Flamengo e o São Paulo, mais do que quaisquer outros, por enxergar neles os clubes capazes de virar a eleição. Dona Patrícia Amorim preferiu não enxergar nada disso.

Passemos ao largo do fato de que Ricardo Teixeira é um delinqüente, e Kléber Leite figura nefasta. Quem se associa a Leonardo Ribeiro não tem condições morais de fazer carinha de nojo ao contemplar um arranjo político com Ricardo Teixeira e Kléber Leite, sobretudo quando tal arranjo era benéfico ao Flamengo.

Talvez por burrice, talvez por achar que outras alianças eram mais convenientes a seu projeto político pessoal, talvez por cagar baldes para a nossa história e as nossas conquistas, Patrícia Amorim preferiu ignorar os acenos da CBF e, na eleição do Clube dos Treze, votou em Fábio Koff. Votou com o São Paulo e o Sport, que hoje passam a mão na nossa bunda e riem da nossa cara com a entrega da Taça de Bolinhas à rapaziada alegre do Morumbi.

Ricardo Teixeira, ao melhor estilo capo mafioso, mandou avisar que, na eleição do Clube dos Treze, teve gente que deu um tiro no pé, outros deram um tiro na cabeça.

Como Patrícia Amorim, sonsa que só ela, parecia não entender que era com ela, o chefão resolveu ser didático: anunciou dias depois que a Taça de Bolinhas seria entregue ao São Paulo e amparou sua decisão em parecer mambembe — recado mafioso — datado do dia da eleição no Clube dos Treze. Patrícia convocou coletiva de imprensa para denunciar a “covardia” da CBF e ameaçar que ia mover mundos e fundos para reverter a decisão, sem que até hoje se tenha notícia de um único gesto concreto seu nesse sentido.

(Meses depois, para esclarecer o alcance de sua declaração anterior, Ricardo Teixeira fez a FIFA anunciar que o Morumbi estava fora da Copa de 2014. O São Paulo perdia a chance de contar com um estádio de primeiro mundo e contratos multimilionários, com o financiamento camarada do BNDES, por ter votado como votou. Aos olhos do capo, foi o São Paulo, que esperava muito mais da CBF, quem deu o tiro na cabeça.)

Com seu candidato derrotado nas eleições, Teixeira resolveu fazer do Corinthians o parceiro que esperava ter no Flamengo. Fez do repugnante Andrés Sánchez o chefe da delegação brasileira à Copa (o mesmo afago que fizera em Eurico Miranda, em 1989 e 1990, por ajudar a domar a rebelião do Clube dos Treze em 1987 e 1988); moveu influências e contou com o filocorintianismo de altos figurões da República para dar ao clube um estádio novinho para 70 mil pessoas, para a abertura da Copa; montou um campeonato brasileiro feito à medida do Corinthians, a quem beneficiou em cada rodada com o apito amigo, e só não fez dele o campeão pela suprema incompetência dos corintianos em superar o imprevisto Fluminense.

Que fique claro: não se defende, aqui, que o Flamengo se aliasse à CBF para ganhar campeonatos na mão grande, como o Corinthians fez em 2005 e como ensaiou fazer em 2010. Mas é óbvio, para qualquer um com olhos de ver, que não faria mal nenhum ao Flamengo forjar uma aliança estratégica com a CBF para juntos gerirem o futebol brasileiro para além de 2014. O céu era o limite para os benefícios dessa parceria — do reconhecimento da Copa União, e a conseqüente entrega da Taça de Bolinhas ao clube, à gestão conjunta do Maracanã, passando por contratos de televisão condizentes com o tamanho do Flamengo.

Ricardo Teixeira foi tão claro quanto poderia ter sido: tudo isso estava ao nosso alcance. Patrícia Amorim preferiu não enxergar. Se, hoje, perdemos a oportunidade histórica de enterrar para sempre essa discussão surreal sobre 1987, é mais uma cagada a ser debitada na conta de nossa presidenta omissa.

Depois dessa, depois dos vexames na Libertadores e no Brasileiro, depois de escorraçarem o ZICO como escorraçaram — o que mais essa senhora precisa fazer para que sócios e conselheiros tenham a exata noção do quão danosa foi a eleição de Patrícia Amorim para presidir o Flamengo?

FALTA A DONA DO CIRCO

Posted in Uncategorized on novembro 21, 2010 by AUFLA

Exatamente como antecipamos aqui, o mui valente e corajoso “capitão” Léo já peidou. Quando apareceu em juízo, o rabinho entre as pernas, foi para jurar por tudo o que há de mais sagrado que nunca disse o que disse, excelença, e que, se o ZICO se sentiu ofendido por quaisquer atos ou palavras atribuídos a ele, a culpa é toda da imprensa, que tem o hábito irritante de reproduzir as sandices bostejadas por qualquer Leonardo Ribeiro.

Diante disso, ousamos perguntar: tendo peidado como peidou, como fica o nosso valentão perante a sua clientela? Como fica perante os delinqüentes que têm nele um ídolo maior do que o ZICO?

Foi em nome dessa clientela, e do pouco que resta de sua imagem, que o nosso inefável “capitão” saiu do juizado arrotando valentia. A esses, jura de pés juntos que “não recuamos em nada” (o plural majestático ele deve ter aprendido com sua chefa, a politiqueira Patrícia Amorim), que “a peça de queixa do ZICO era muito frágil”, que “só perguntou sobre as contratações do time profissional” e que “em nenhum momento falou da operação de base, do acordo entre CFZ e MDF, que era prejudicial ao Flamengo”.

Curiosamente, essa postura desafiante não se reflete nos autos. Em sua petição rastejante, o sr. Leonardo Ribeiro tira o corpo fora de quaisquer acusações envolvendo o ZICO, e não apenas das que digam respeito às contratações:

Por isso, ao invés de responder individualmente a cada um dos quesitos formulados pelos [interpelantes], o [interpelado] afirma nesta oportunidade que jamais lançou qualquer suspeita de práticas desonestas por parte dos [interpelantes] ou de seus familiares nas contratações objeto do presente pedido de explicações ou mesmo enquanto o primeiro [interpelante] ocupou o cargo de Diretor de Futebol do Clube de Regatas Flamengo (sic). [grifos nossos]

“Jamais lançou qualquer suspeita de práticas desonestas […] enquanto [o ZICO] ocupou o cargo de Diretor de Futebol do Clube de Regatas [do] Flamengo.”

Como cansamos de reiterar, o “capitão” Léo peidou. É confiar na Justiça e na hombridade do ZICO, que essa questão será resolvida na esfera competente. Os que conhecem o Galinho sabem que ele não dará a questão por encerrada assim, com uma petição analfabeta que não passa de um deixa-disso — sobretudo enquanto o mesmo Leonardo Ribeiro, em declarações à imprensa, continua lançando dúvidas sobre a honestidade da parceria entre o Flamengo e o CFZ.

Enquanto isso, não permitamos que essa vitória sobre o diminuto Leonardo Ribeiro nos desvie do nosso foco principal. O “capitão” Léo caminha para a desmoralização definitiva, e nem os seus camisas pardas serão capazes de salvar-lhe a face agora. Mas é preciso não esquecer quem, forçada a escolher, preferiu ficar com o “capitão” Léo e contra o ZICO. É preciso não esquecer de Patrícia Amorim, que em um ano suplantou todos os seus antecessores em matéria de incompetência (um feito maiúsculo, se levarmos em conta que aí se incluem Edmundo dos Santos Silva, Kléber Leite, Helinho Ferraz e tutti quanti).

Nosso problema é com a dona do circo, não com seus macaquinhos.

AJUDE-NOS A CONTINUAR ESPALHANDO A VERDADE

Posted in Uncategorized on novembro 2, 2010 by AUFLA

Prezados leitores:

A quadrilha que denunciamos aqui preocupa-se conosco o suficiente para tentar calar a nossa voz. Na última semana, conseguiram tirar do ar o nosso primeiro site, no Blogger, e nada impede que, no futuro, tentem fazer o mesmo com qualquer outro serviço de hospedagem. Mas, a cada tentativa deles, retornaremos por outros meios, na crença inabalável de que essa gente que cansou de viver às custas do Flamengo não pode abafar o anseio da torcida pela Verdade.

Para garantir a continuidade dos nossos esforços, precisamos de uma base de dados dos rubro-negros interessados em receber notícias e comentários das Autodefesas Unidas do Flamengo. O ideal seria que os interessados nos forneçam seu endereço de e-mail. Com isso, mesmo que o nosso site seja tirado do ar, você receberá nossos próximos artigos tão logo eles estejam disponíveis, sem ter de buscar nosso novo endereço.

De modo que pedimos aos interessados, e apenas aos interessados, que nos dêem condições de sempre manter o contato com vocês. Sugerimos que deixem um comentário a este post e, ao fazê-lo, preencham o campo do endereço de e-mail. Nós não publicaremos qualquer dos comentários feitos a este post, para preservar a privacidade dos que querem receber notícias nossas.

O MUSEU, ONZE MESES DEPOIS

Posted in Uncategorized with tags , , on outubro 29, 2010 by AUFLA

Dona Patrícia Amorim anunciou ontem, como se de grande feito se tratasse, que as obras do Museu do Flamengo começarão em 16 de novembro próximo. Para o leitor desatento, é mesmo grande notícia, que ninguém em sã consciência pode ser contra o clube finalmente expor à torcida o pedacinho mais tangível daquilo que nos faz acima de tudo rubro-negros.

Mas o torcedor e o sócio mais atentos hão de recordar que dona Patrícia Amorim recebeu, da diretoria anterior, um contrato juridicamente perfeito, pelo qual a Olympikus se obrigava a entregar o museu, pronto, em 15 de novembro de 2010. De modo que, no nosso 115º aniversário, em vez de celebrarmos a abertura definitiva do museu, vamos comemorar apenas e tão-somente o início das obras, previstas para durar outros nove meses.

Bem a cara de dona Patrícia Amorim, que afinal de contas nada mais é que uma politiqueira vulgar, querer capitalizar em cima de obra inacabada.

Deixando de lado, no entanto, juízos de valor sobre o oportunismo político de dona Patrícia, resta a dúvida sobre o motivo desse atraso de impressionantes onze meses na execução da obra.

Ocorre que, no que dependesse da atual diretoria, o dinheiro para a obra seria administrado exatamente como essa malta pretende gerir os recursos dos tijolinhos: ao bel-prazer dos dirigentes rubro-negros, que poderiam aplicá-los ou não na construção do museu.

Foi exatamente por saber como é o Flamengo que a Vulcabrás, dona da Olympikus e financiadora da obra, fez questão de consagrar no contrato que quem administraria o dinheiro seria ela própria. Nada de simplesmente depositar a grana numa conta corrente e rezar para que aos nossos ilibados dirigentes não ocorresse aplicá-la em finalidades outras que não o museu. (É, em essência, o que o ZICO chamou de “verba carimbada”, ao impor suas condições para ajudar no projeto dos tijolinhos.)

Dona Patrícia e os personagens que a cercam discordaram dessa cláusula razoabilíssima do contrato. Queriam manejar o dinheiro eles mesmos, e sabe lá Deus o motivo de tanta insistência. Mais: mandaram avisar que queriam escolher eles próprios as empresas de engenharia beneficiadas com o butim de R$ 8 milhões (tomem nota do nome Carlos Peixoto, que haveremos de voltar a ele oportunamente).

A Vulcabrás, que não rasga dinheiro, não achou a menor graça nessa conversa e insistiu no óbvio: que se cumprisse o contrato. Dona Patrícia discordou e bateu pé, e nesse impasse ficamos até que a diretoria desistisse de sua estranha pretensão e acedesse, finalmente, ao cumprimento do contrato.

E assim se explica que apenas onze meses depois do previsto tenham início as obras que deviam estar terminando. O atraso é testemunho não só da esculhambação que é o Flamengo de Patrícia Amorim. É também ilustração fiel da baixíssima conta em que o mercado tem, hoje, os dirigentes do Flamengo.

TIJOLAÇO CONTRA OS TIJOLINHOS

Posted in Uncategorized with tags , on outubro 21, 2010 by AUFLA

O Globo Esporte anunciou hoje que, mesmo sem a credibilidade de ZICO à frente do projeto, o Flamengo quer retomar a campanha dos tijolinhos — a venda de tijolos personalizados à torcida, pela bagatela de R$ 250 cada, para a construção do CT em Vargem Grande. A notinha no site da Globo contém duas passagens curiosas, que destaco aqui.

Em primeiro lugar, o registro, em tom meramente informativo, sem um único ponto de exclamação, de que o projeto, “prioridade do ídolo, […] teve sua fonte de renda atrasada justamente por conta do envolvimento dele”. Os srs. André Casado e Eduardo Peixoto bem podiam explicar o alcance dessa afirmação. Se estão denunciando que a quadrilha aqui identificada atrasou deliberadamente o projeto, com o objetivo único de enfraquecer o ZICO, acreditamos de antemão no que nos contam. Mas era de bom tom dar nome aos bois.

Em segundo lugar, a afirmação impagável do sr. Henrique Brandão, vice-presidente de marketing:

— É uma campanha da torcida do Flamengo, que tem 33 milhões de amantes. Foi uma minoria que reclamou, mas isso já passou. Temos plena confiança no sucesso dela, mesmo sem um garoto-propaganda, que não é tão necessário. E não descartamos que o ZICO ajude no que ele puder. Só não é um projeto pessoal dele.

Nós aqui não temos motivo algum para duvidar de antemão da seriedade do sr. Henrique Brandão, mas “garoto-propaganda” é o caralho! O ZICO, na qualidade de diretor de futebol, era o avalista — o único avalista crível — da honestidade do projeto. Sem ele à frente, não há mais garantia alguma de que o dinheiro arrecadado vá servir, efetivamente, para a construção do CT, e não para o desfrute dos que cansaram de viver às custas de nossa paixão. O próprio ZICO expressou as dúvidas fundadas de toda a torcida ao disparar:

— Não conversei com ninguém desde que saí do clube. Para eu participar de qualquer campanha, teria que ser de fora para dentro, com verba carimbada, sem passar por ninguém de lá, pois perdi a confiança em algumas pessoas que estão no clube.

Perfeito o Zicão, no que diz respeito ao destino dos fundos. O clube faria bem em dar-lhe ouvidos, reconhecer que tem um imenso problema de credibilidade e desenhar um esquema jurídico criativo pelo qual esses recursos não terminem, sem controle algum, à livre disposição dos cartolas.

Mas há uma questão mais profunda, filosófica mesmo, que o ZICO não abordou, que tem a ver com a definição de quem é o dono do Flamengo. A nosso ver, não é correto, não é honesto, não é decente o clube recorrer à torcida numa emergência, jogando com a paixão de 35 (não 33) milhões de pessoas, ao mesmo tempo em que vicejam, lá mesmo na Gávea, visões como a que registramos aqui, que tornamos a citar ipsis litteris:

— O Flamengo é dos sócios, será gerido pelos sócios, para os sócios e em benefício dos sócios. A torcida que se foda. Se os sócios decidirem que o futebol ficará em segundo plano, assim será feito.

Não há nada de errado, em si, em a torcida contribuir para aumentar o patrimônio do clube — desde que isso se faça num ambiente que não seja hostil à idéia mesma de a torcida influir nos destinos do clube. Uma estrutura viciada, incapaz de implementar qualquer projeto sério de sócios off-Rio, capaz de bloquear indefinidamente qualquer proposta que dê voz e voto a esses milhões de torcedores, não tem legitimidade para vir agora pedir dinheiro à torcida.

As duas discussões têm de se dar simultaneamente. E não há condições de fazê-lo enquanto o clube estiver nas mãos da corja que hoje o comanda.